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Educação na Era Digital: e se a escola fosse realmente educativa?

Uma conversa necessária... Vivemos a era em que sabemos mais do que nunca — e, ao mesmo tempo, aprendemos menos do que deveríamos. Em 2023, cada pessoa consumiu, em média, o equivalente a 74 gigabytes de informação digital por dia (IDC, 2023). Mas isso não significa que transformamos informação em conhecimento.


Educação na Era Digital: e se a escola fosse realmente educativa?

O pedagogo espanhol Ángel I. Pérez Gómez (2015) já nos alertava: “A escola não pode competir em quantidade de informação, mas deve ensinar a dar sentido a ela.”


Escola tradicional x Escola educativa


Escola tradicional:


  • Currículo fragmentado, baseado na memorização.

  • Avaliação punitiva.

  • Professor como transmissor.


Escola educativa (Pérez Gómez, 2015):


  • Ensinar a aprender a aprender.

  • Desenvolver autonomia, criticidade e ética.

  • Valorizar processo tanto quanto resultado.

  • Professor como tutor, mentor e guia.


Ou seja, a escola educativa forma sujeitos capazes de se auto educar, prontos para navegar no mundo digital sem se perder no excesso.


Educação na Era Digital: e se a escola fosse realmente educativa?

Dados para refletirmos:


  • Apenas 39% das escolas públicas brasileiras têm internet adequada para fins pedagógicos (INEP, 2022).

  • 70% dos jovens dizem que a escola não os prepara para a vida digital (UNESCO, 2023).

  • Em contrapartida, 87% dos professores relatam dificuldade em adaptar práticas avaliativas à era digital (Fundação Lemann, 2022).


O recado é claro: estamos vivendo uma crise de sentido na educação.


Educação na Era Digital: e se a escola fosse realmente educativa?

Caminhos de transformação (Pérez Gómez, 2015)


  1. Nova cultura curricular → currículo vivo, interdisciplinar, conectado a problemas reais.

  2. Avaliação formativa → feedback contínuo, autoavaliação e coavaliação.

  3. Professor como tutor → não “quem fala”, mas quem provoca, orienta e guia.

  4. Ambientes híbridos → integração crítica entre espaços físicos e digitais, dentro e fora da escola.


Educação na Era Digital: e se a escola fosse realmente educativa?

Conexão com o meu método REDIM - Quando aplico essa leitura aos 5 pilares REDIM, fica evidente:


  1. Relacionamento → aprender em rede, trocando experiências reais.

  2. Estratégia → currículos que têm propósito, não apenas conteúdos decorados.

  3. Disciplina → avaliação e feedback que regulam sem punir.

  4. Inovação → ambientes híbridos, tecnologia crítica, novas linguagens.

  5. Mentoria → professores como tutores, líderes como guias.


Educação na Era Digital: e se a escola fosse realmente educativa?

Agora pense comigo:


  • Você lembra da última prova que fez na escola? Provavelmente, sim.

  • Mas você lembra para que servia aquele conteúdo que decorou?

  • Na maioria das vezes, a resposta é não.


É por isso que Pérez Gómez insiste: "precisamos parar de treinar pessoas para acertar testes e começar a formá-las para navegar a vida real."


1 - Se a escola não pode competir em informação, como ela pode garantir relevância. Informação está em todo lugar: nos buscadores, nas redes sociais, nas plataformas digitais. O diferencial da escola não pode ser quantidade, mas qualidade. Relevância se constrói quando o aprendizado faz sentido para a vida, conecta-se ao cotidiano e prepara para lidar com dilemas reais.


  • Minha visão como mentora e líder: a escola precisa ensinar a pensar criticamente, ajudando os alunos a interpretar, selecionar e aplicar informações de forma ética e consciente. Mais do que acumular dados, é formar a competência de transformar informação em sabedoria.


2 - O que você mudaria primeiro: currículo, avaliação ou papel do professor? Essa é uma escolha difícil, mas necessária. O currículo muitas vezes não dialoga com a realidade; a avaliação ainda pune mais do que desenvolve; e o professor continua sendo visto como transmissor, quando deveria ser mentor.


  • Minha visão como mentora e líder: eu começaria pela avaliação. Quando transformamos a forma de avaliar — com feedback, autoavaliação e foco no progresso — mudamos também a forma de ensinar e de aprender. Isso cria um efeito em cadeia: currículo mais vivo e professores mais próximos do papel de mentores.


3 - Onde você mais aprende hoje: na escola, no trabalho ou nas redes? A aprendizagem não acontece mais restrita à sala de aula. Aprendemos com projetos, com desafios profissionais, com interações nas redes. Cada espaço tem seu valor, mas o ponto é: a escola precisa dialogar com essas outras formas de aprender.


  • Minha visão como mentora e líder: é integrar os ambientes híbridos — unindo sala de aula, mundo do trabalho e redes digitais. A escola não deve negar a força das redes, mas ensinar a usá-las de modo crítico, colaborativo e produtivo. Assim, cada espaço amplia o outro.


A Educação na Era Digital não é sobre tablets, Wi-Fi ou plataformas. É sobre sentido, ética e sabedoria. É sobre transformar dados em decisões, informação em ação, conhecimento em humanidade.


Educação na Era Digital: e se a escola fosse realmente educativa?

Se você acredita que a escola precisa ser educativa e não apenas instrutiva, curta, comente e compartilhe. Vamos espalhar essa reflexão — porque o futuro da educação não pode esperar.


Tek abraço, Daiana Tek 


Referência: PÉREZ GÓMEZ, Ángel I. Educação na era digital: a escola educativa. Porto Alegre: Penso, 2015.

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