Elas Não Gritaram! Liderança Feminina com REDIM!
- Daiana Tek

- 21 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Rosa resistiu com Relacionamento, Marie ousou com Inovação, Malala falou com Mentoria. E todas agiram com estratégia, presença e impacto.
A liderança feminina nem sempre vem do grito. Às vezes, ela vem do gesto firme, da pesquisa silenciosa, da voz que insiste, mesmo quando o mundo finge que ela não existe. Enquanto tantos ainda confundem liderança com autoridade, ego ou status, algumas mulheres mudaram a história sem levantar a voz , mas com uma presença que ecoa até hoje. E cada uma delas representa, com potência um pilar do método REDIM.
Rosa Parks resistiu com Relacionamento: Ela não gritou. Apenas disse "não". Em 1955, recusou-se a ceder seu lugar a um homem branco. Sozinha em um ônibus segregado, ela moveu o mundo inteiro. Relacionar não é só sobre empatia: é sobre posicionamento e construção de alianças com consciência. Num tempo como o nosso, em que discursos polarizados rompem pontes e reforçam muros, lembrar de Rosa é um convite urgente: relação sem diálogo é poder vazio. E resistência sem vínculo não gera transformação.

Marie Curie ousou com Inovação: Ignorada, desacreditada, excluída e mesmo assim, ela permaneceu. Foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel e a única com dois prêmios em áreas diferentes (Química e Física). Ela não seguiu o modelo , ela criou o seu. Fez da ciência uma ponte entre conhecimento e cura. Hoje, em um mundo onde a inovação se tornou fetiche de velocidade e consumo, nos falta a ética que Marie carregava em silêncio. Criamos ferramentas antes de perguntar para quê e para quem. E esquecemos que inovar sem consciência é só um atalho para reforçar desigualdades.

Malala Yousafzai falou com Mentoria: Sobreviveu a um atentado por defender o direito das meninas à educação. Ainda adolescente, tornou-se a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz e nunca mais parou de inspirar. Sua voz, mesmo marcada pela dor, construiu caminhos para outras vozes florescerem. Hoje, em pleno 2025, mais de 250 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola no mundo. A educação segue sendo negligenciada, desvalorizada, tratada como gasto e não como base. E quando silenciamos a educação, apagamos gerações inteiras. Mentoria, nesse cenário, é mais do que orientar. É resistir com intenção.

E enquanto o conhecimento é calado de um lado, do outro lado vemos a escalada de guerras por poder, países em conflito onde a vida humana se torna estatística, governos que trocam ética por influência, organizações que priorizam resultados em detrimento das pessoas. Diante de tudo isso está o que une essas três mulheres à liderança que acredito:

A presença que transforma.
A coragem que não grita.
A estratégia que serve.
Cada uma delas representa um pilar do REDIM, o método que criei para formar lideranças com mais propósito e consciência:
Relacionamento: Rosa ensinou que resistir também é se conectar.
Inovação: Marie provou que romper padrões exige método, não ego.
Mentoria: Malala nos lembra que dar voz ao outro é um ato de liderança.

Liderar não é sobre ter todas as respostas. É sobre não fugir das perguntas que mais importam. Elas não fugiram. Elas resistiram e lideraram.
Comenta aqui: Qual dessas histórias te inspira a liderar com mais consciência? E que tipo de liderança você está escolhendo construir nesse mundo que (ainda) precisa de coragem silenciosa?
Tek abraço, Daiana Tek
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