Hybrid Skills: por que só ser técnico (ou simpático) já não basta?
- Daiana Tek

- 2 de set. de 2025
- 4 min de leitura
Híbridas, mas indispensáveis: as competências que mais fazem diferença no mercado hoje. Você provavelmente já ouviu falar em hard skills (habilidades técnicas) e soft skills (habilidades comportamentais). Mas o que realmente te torna indispensável no mercado não é dominar uma ou outra e sim saber integrar as duas com inteligência. Chamamos isso de Hybrid Skills (ou habilidades híbridas): competências que conectam técnica e comportamento para entregar resultados com valor estratégico. Em um mercado cada vez mais automatizado, o diferencial não está só em saber usar ferramentas, mas em como você conecta isso ao fator humano.

Hard skills te colocam no “jogo”;
Soft skills fazem você permanecer;
Mas Hybrid skills são o que te fazem liderar.
No mundo do trabalho de 2025, com IA, automação e transformação digital como o novo normal, as habilidades híbridas deixaram de ser um bônus e viraram o novo critério de seleção. E é aqui que o método REDIM entra como ponte entre o técnico e o comportamental e transforma hard e soft skills em competências verdadeiramente híbridas com aplicação real e valor estratégico.

R – Relacionamento: Conecta a técnica (hard) à empatia (soft).
Ter conhecimento técnico sem saber se comunicar ou colaborar limita seu impacto.
Este pilar mostra como aplicar suas habilidades respeitando contextos, culturas e pessoas.
Exemplo: Uma analista de dados que não só entende os números, mas traduz esses dados para outras áreas com clareza, empatia e visão do impacto humano por trás das métricas.
E – Estratégia: Dá direção para a aplicação técnica.
Ter habilidade técnica sem entender o porquê e para quê é desperdício de potencial.
Este pilar ensina como transformar conhecimento técnico em decisões alinhadas ao negócio.
Exemplo: Um desenvolvedor que entende que seu código afeta a experiência do cliente e adapta sua solução para gerar mais valor ao produto.
D – Disciplina: Sustenta o crescimento técnico e comportamental.
Hard skills exigem prática constante. Soft skills exigem presença e consistência.
Este pilar estrutura a rotina de aprendizado e desenvolvimento.
Exemplo: Uma coordenadora que se dedica ao estudo de novas tecnologias enquanto mantém o hábito de dar feedbacks regulares e estruturados à sua equipe.
I – Inovação: Transforma tecnologia em soluções com responsabilidade.
Saber usar ferramentas é básico. O diferencial está em como você inova com ética, propósito e consciência.
Exemplo: Um designer que usa inteligência artificial para melhorar a experiência do usuário sem comprometer a privacidade dos dados coletados.
M – Mentoria: Forma líderes com repertório e visão crítica.
É o pilar onde técnica e consciência se encontram. Vai além da execução: desenvolve quem ensina, orienta e inspira.
Exemplo: Um gerente de produto que orienta o time sobre boas práticas de UX enquanto estimula questionamentos, aprendizados e visão de longo prazo.
Em 2025, não basta saber fazer. É preciso saber por que, para quem e com que impacto. Veja algumas profissões em que a combinação de técnica + comportamento já é exigência e não diferencial.
Carreiras que já foram impactadas pelas Hybrid Skills:

Tech Recruiter
Hard skill: uso de ATS (como a plataforma ATEK X), análise de dados de recrutamento, automação de processos.
Soft skill: escuta ativa, empatia, clareza na comunicação com candidatos e líderes.
Habilidade híbrida: Recrutamento estratégico com precisão técnica e experiência humana.
Analista de Dados
Hard skill: modelagem, visualização e interpretação de dados.
Soft skill: storytelling, raciocínio crítico e foco no negócio.
Habilidade híbrida: Traduzir números em decisões que impactam pessoas, clientes e cultura.
Product Manager
Hard skill: UX, gestão de backlog, integração com Squads.
Soft skill: visão sistêmica, escuta ativa e alinhamento com stakeholders.
Habilidade híbrida: Entregar soluções tecnológicas com valor de negócio real.
Profissional de Comunicação Interna ou RH
Hard skill: ferramentas digitais, mapeamento de jornada, produção de conteúdo.
Soft skill: sensibilidade cultural, mediação de conflitos e escuta organizacional.
Habilidade híbrida: Engajamento estratégico com linguagem, timing e propósito.
Coordenador de Supply Chain
Hard skill: logística, ERP, análises de lead time e estoque.
Soft skill: tomada de decisão sob pressão, negociação e comunicação com áreas diversas.
Habilidade híbrida: Eficiência operacional com liderança e visão de cadeia de valor.
O mercado já deixou claro que currículo bonito não sustenta uma carreira e listar “Excel avançado” ou “boa comunicação” já não convence mais. As empresas buscam profissionais que entregam valor com método, visão de negócio e postura profissional. E quem entende o impacto do que faz e como isso se conecta com pessoas, cultura e estratégia, segue indispensável.
Países como Singapura, Alemanha e Canadá já incorporaram as Hybrid Skills em seus sistemas educacionais e modelos de empregabilidade. No Brasil, a mudança começou, mas ainda tem gente acreditando que um PDF caprichado substitui resultado. Então pergunto: enquanto outros países educam para liderar, nós continuamos formados para sobreviver? Até quando vamos tratar como opcionais as competências que definem quem será efetivamente indispensável no mundo globalizado?
Compartilha comigo: qual Hybrid skill você já está desenvolvendo para se destacar nesse novo cenário?
Tek abraço, Daiana Tek
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