Médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, dentistas: As novas Pessoas Profissionais da saúde também são gestoras estratégicas.
- Daiana Tek

- 9 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, dentistas: todos formados com excelência técnica. Mas, em 2025, a pergunta certa não é “você sabe tratar?”. É: você sabe gerenciar, se posicionar, inovar e liderar com ética no novo cenário da saúde?

A realidade já mudou. Pessoas Profissionais da saúde também são gestoras estratégicas. Segundo o Global Health Workforce Network, o número de profissionais da saúde autônomos cresceu mais de 40% na última década. Ao mesmo tempo, um estudo do McKinsey Health Institute aponta que 82% dos pacientes buscam profissionais com boa reputação digital e clareza na comunicação antes de agendar uma consulta.

A mensagem é clara: Não basta saber cuidar. É necessário comunicar-se com clareza, posicionar-se estrategicamente e gerar valor para além do espaço clínico. O domínio técnico-científico, por si só, não garante sucesso profissional. Um(a) profissional da saúde pode ter profundo conhecimento em anatomia, fisiologia, diagnóstico e prescrição. Entretanto, se não souber atrair pacientes, organizar o tempo, estruturar processos, utilizar ferramentas digitais, realizar a gestão financeira e investir com inteligência, o consultório poderá permanecer sobrecarregado de tarefas e carente de resultados consistentes.
O novo profissional da saúde é também um gestor estratégico. A excelência clínica, sozinha, não assegura impacto, sustentabilidade ou reconhecimento profissional no cenário atual. O contexto da saúde em 2025 e para as próximas décadas, exige habilidades híbridas (Hybrid Skills): competências que integram o domínio técnico (hard skills) com capacidades comportamentais (soft skills), ampliando a entrega de valor tanto no cuidado ao paciente quanto na gestão da carreira e do serviço prestado.As novas Pessoas Profisisonais da saúde também são gestoras estratégicas.

Hoje, excelência também é:
Pontualidade no atendimento: Evitar atrasos, valorizando o tempo do paciente com a mesma seriedade dedicada ao cuidado clínico.
Clareza na comunicação escrita: Abandonar a ideia de que letra ilegível é sinal de status. Comunicação clara é demonstração de respeito.
Posicionamento digital estratégico: Estar presente nas redes com conteúdo ético e educativo, promovendo saúde e fortalecendo vínculos.
Gestão de tempo e agenda: Estruturar o dia com equilíbrio entre consultas, laudos, tarefas administrativas e vida pessoal.
Conhecimento financeiro: Compreender margem de lucro, custos operacionais, precificação e tributos.
Capacidade analítica: Tomar decisões com base em indicadores e evidências, e não apenas na intuição.
Inovação com ética: Utilizar tecnologias como IA, prontuários eletrônicos, telemedicina e plataformas digitais sem comprometer o vínculo humano.
Exemplos práticos de Hybrid Skills na saúde:
Um(a) médico(a) que utiliza ferramentas com inteligência artificial para apoio diagnóstico, mas mantém o julgamento clínico como elemento central, respeitando a singularidade de cada paciente.
Um(a) fisioterapeuta que domina biomecânica e recursos terapêuticos, mas também atua estrategicamente em canais digitais, promovendo educação em saúde com empatia e autoridade técnica.
Um(a) cirurgião(ã)-dentista que domina técnicas restauradoras, mas também entende a jornada do paciente, a importância da fidelização e o valor percebido no atendimento.
Um(a) psicólogo(a) que alia escuta qualificada à gestão eficaz da agenda, uso responsável de plataformas online e visão de negócio para ampliar o acesso e garantir previsibilidade financeira.
Profissionais da saúde que integram ética, técnica, gestão, inovação e estratégia se destacam não apenas pela qualidade clínica, mas por construírem práticas sustentáveis, humanas e alinhadas ao novo cenário da saúde. Desenvolver Hybrid Skills não é mais um diferencial: é critério de permanência e liderança no setor.
O presente (e o futuro) da saúde não é apenas técnico. É também humano, digital e estratégico. Países como Alemanha, Singapura e Canadá já inseriram formações híbridas na saúde como política pública. No Brasil, seguimos formando excelentes clínicos, mas ainda preparamos poucos gestores, comunicadores e empreendedores da saúde. Passou da hora de virar essa chave.
Você quer apenas uma agenda cheia ou um impacto real e sustentável? Se ainda não sabe a resposta, talvez seja o momento de ampliar o seu repertório para além da anatomia. Afinal, o que transforma verdadeiramente uma carreira na saúde é a combinação entre visão estratégica e consciência profissional.

Compartilhe nos comentários: Na sua opinião, qual habilidade híbrida todo profissional da saúde precisa desenvolver com urgência?
Tek abraço, Daiana Tek
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