Trabalhar no exterior: o que ninguém te conta sobre crescer fora do Brasil.
- Daiana Tek

- 4 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
As buscas por “nômades digitais” cresceram 250% no Brasil nos últimos 3 anos. Mas viver e trabalhar fora do país vai muito além de uma escolha de estilo de vida: é um movimento de carreira que exige planejamento, estratégia e consistência. O que pouca gente te conta: trabalhar no exterior exige mais do que coragem, exige método. Seja para trabalhar remotamente, tirar visto como profissional qualificado ou viver como nômade digital, os caminhos são diferentes e precisam ser pensados com consciência.
Minha experiência vivendo e trabalhando fora do Brasil.
Tive a oportunidade de trabalhar na Alemanha por meio de um intercâmbio entre a empresa em que atuava e um cliente que atendíamos lá. Foi fácil? A Alemanha é um país muito acolhedor, ao contrário de outras nações que podem ser mais fechadas, mas o idioma é um grande desafio, e nem todos se sentem confortáveis em utilizar o inglês. A experiência me ensinou que adaptação cultural é tão importante quanto a competência técnica.
Também tive a oportunidade de estudar em alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra.
Nos EUA, especialmente no Vale do Silício, convivi com profissionais de diversas nacionalidades, em um ambiente extremamente inovador e multicultural. Por outro lado, percebi que o país impõe muitas restrições aos estrangeiros, e navegar por esse cenário exige preparo e resiliência.

Já Londres me conquistou pela forma acolhedora com que recebe profissionais de fora, pela diversidade cultural e pelas inúmeras oportunidades para quem deseja expandir sua atuação internacional.

Essas experiências moldaram minha visão sobre como planejar uma carreira global e reforçaram minha convicção de que é fundamental dominar o idioma e estar tecnicamente preparado. Por mais que as nações recebam você bem, você sempre será um estrangeiro e, para ter direito de fala e espaço de influência, precisa ser e estar preparado.
Os melhores destinos para cada objetivo:
Para quem busca um visto como profissional qualificado:
Letônia – Processo de visto digital facilitado.
Irlanda – Excelente infraestrutura e alta demanda por profissionais estrangeiros.
Islândia – Qualidade de vida e abertura a talentos internacionais.
Para quem tem trabalho remoto e quer morar fora:
Vietnã – Baixo custo de vida e boa conexão.
Tailândia – Comunidade vibrante, paisagens inspiradoras e excelente infraestrutura remota.
Indonésia (Bali) – Refúgio criativo, natureza e foco em bem-estar.
Para nômades digitais com flexibilidade de localização:
Costa Rica – Estilo de vida equilibrado e rede internacional de nômades.
Geórgia – Entrada liberada para mais de 90 países e alto custo-benefício.
Tailândia – Um dos destinos mais consolidados para quem vive em movimento.
Por que isso importa?
Já são mais de 35 milhões de nômades digitais no mundo, com projeções de até 1 bilhão até 2035. Só nos Estados Unidos, são mais de 17 milhões de profissionais itinerantes, um crescimento de 131% desde 2019. O Brasil está entre os países com maior crescimento no interesse por mobilidade internacional de carreira.
E o idioma? Não tem como fugir: comunicação é parte essencial da adaptação e do sucesso internacional. Saber se relacionar, apresentar ideias, fazer networking e participar de processos seletivos no idioma local ou em inglês já não é diferencial é pré-requisito. Se Relacionamento é o primeiro pilar do REDIM, o idioma é o canal. E como toda conexão significativa, isso exige intencionalidade, preparo e abertura para aprender.

Onde o método REDIM faz diferença:
Se você está pensando em internacionalizar sua carreira, mudar de país ou apenas ampliar seu olhar de mundo, o método REDIM pode ser seu guia estratégico:
R – Relacionamento: Construa conexões reais e saiba navegar em culturas diferentes.
E – Estratégia: Escolha seu destino com clareza e combine oportunidade com vocação.
D – Disciplina: Crie rotinas que sustentem sua performance em qualquer fuso.
I – Inovação: Adapte sua forma de trabalhar, aprender e se comunicar.
M – Mentoria: Não faça isso sozinho. Conte com apoio para acelerar sua jornada.
O mundo está mais aberto do que nunca. Mas crescer fora do Brasil exige mais do que sonhar. Exige decidir com método, preparo técnico e domínio do idioma. Se você quer viver essa transição com direção, te convido a conhecer o REDIM.

E você? Já pensou ou viveu a experiência de trabalhar fora do Brasil? Compartilhe nos comentários o que foi mais desafiador ou o que mais te surpreendeu na sua trajetória.
Tek abraço, Daiana Tek
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