Você vive a transmídia todos os dias… mas talvez ainda nem saiba disso.
- Daiana Tek

- 14 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Transmídia não é só mais uma buzzword do marketing. É uma forma inteligente, envolvente e poderosa de contar histórias — e ela está muito mais presente na sua vida do que você imagina. Sabe quando uma história começa em um filme, continua em um livro, ganha uma versão em HQ, um jogo interativo e ainda viraliza com teorias no TikTok? Isso é narrativa transmídia.
O que é, afinal, a transmídia?
Em termos formais, a narrativa transmídia acontece quando uma história se expande por diferentes mídias, sem repetir o conteúdo. Cada mídia oferece uma parte única e complementar da narrativa, e o público é incentivado a buscar essas partes para viver uma experiência completa.
Mas atenção: transmídia ≠ adaptação.
Transformar um livro em filme é adaptação.
Criar um universo onde o livro conta uma história, o filme outra, o jogo uma terceira — e tudo se conecta num mesmo enredo — isso é transmídia.
Exemplos que você certamente conhece:
🎬 Star Wars – começou no cinema, mas se expandiu em livros, HQs, séries e jogos, cada um com histórias inéditas.
🦸 Marvel – o MCU é o exemplo clássico de construção de um universo em múltiplas plataformas.
🎮 Pokémon – anime, cards, games e até o aplicativo Pokémon GO, todos interligados.
📺 Stranger Things – foi além da Netflix: livros, quadrinhos, experiências imersivas e ações virais nas redes.

E se eu te disser que você também vive transmídia? Quando você:
vê uma série e depois procura teorias no YouTube;
segue os atores no Instagram para acompanhar os bastidores;
participa de fóruns e comunidades sobre o tema;
consome conteúdos complementares nas redes
➡️ Você está vivendo uma narrativa transmídia na prática.

E as marcas? Também jogam esse jogo.
Campanhas que começam no Instagram , continuam em um podcast, ganham desdobramentos no site e terminam em uma experiência ao vivo. Não é sobre estar em todo lugar, e sim conectar tudo com propósito.
De onde vem esse conceito?
A palavra "transmídia" é de origem inglesa, vindo do termo transmedia, e significa "além da mídia". O conceito começou a ser observado academicamente pela pesquisadora norte-americana Marsha Kinder, ainda nos anos 1990, em sua obra Playing with Power: Movies, Television, and Video Games from Muppet Babies to Teenage Mutant Ninja Turtles (1991).
Kinder analisou como franquias infantis e da cultura pop — como Star Wars, Muppet Babies e Tartarugas Ninja — construíam universos narrativos integrados, em que filmes, programas de TV, brinquedos e videogames contavam partes diferentes de uma mesma história. Ela foi uma das primeiras a perceber que o público não apenas consumia essas histórias, mas participava ativamente delas, conectando peças e criando sentido entre as mídias.
Mais tarde, o pesquisador Henry Jenkins, em obras como Convergence Culture (2006), popularizou o termo “narrativa transmídia”, sistematizando o conceito e mostrando como ele se tornava central na era digital. Para Jenkins, uma narrativa transmídia se expande por múltiplos meios, mas sem repetir o conteúdo, e depende de um público ativo, curioso e participativo — aquele que busca, explora, conecta e reconstrói a história. É exatamente por isso que a transmídia é tão poderosa: ela transforma o público em coautor da experiência, e não apenas em espectador.
Por que isso importa pra você?
Porque se você comunica, ensina ou lidera, precisa entender que as histórias não cabem mais em um único formato. A transmídia é a base para construir universos de marca, aprendizagem e influência que geram engajamento real e experiência profunda.
Não é sobre aparecer em várias plataformas. É sobre criar conexões significativas entre elas.
Curiosidade final:
➡️ Se você chegou até aqui, parabéns. Você acabou de viver uma experiência transmídia — navegando entre conhecimento, curiosidade e conexão.
➡️ E você? Já pensou em como aplicar transmídia na sua marca, na sua empresa ou até no seu projeto pessoal? Se precisar de ajuda conta comigo!

Tek abraço, Daiana Tek
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