Falta engenheiras(os) no Brasil: um alerta que já virou rotina.
- Daiana Tek

- 27 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Você já deve ter ouvido essa frase. Mas o que antes parecia uma manchete alarmista virou uma ferida estrutural — aberta, visível e cada vez mais profunda. O Brasil forma cerca de 40 mil engenheiras(os) por ano, enquanto a indústria precisa de pelo menos 60 mil. Segundo o Confea, o déficit pode chegar a 1 milhão de profissionais até 2030. E não é só uma questão de números. É uma questão de formação, propósito e visão de país.
Entre 2014 e 2023, as matrículas em cursos de engenharia caíram 23%, e em algumas universidades, metade dos alunos abandona o curso antes do fim. Por quê? Porque o ensino ainda é fragmentado, teórico e distante da realidade. Faltam laboratórios, faltam pontes com o mercado, faltam professores atualizados com as novas tecnologias — e, sobretudo, falta sentido.
Enquanto Alemanha, Japão e China colocam engenheiros no centro da inovação e das políticas de desenvolvimento, o Brasil ainda discute o básico: salários defasados, estágios precários e ausência de políticas públicas que valorizem a engenharia. Engenharia não é só cálculo. É estratégia. É inovação. É desenvolvimento humano. Onde há tecnologia, infraestrutura e progresso — há uma(um) engenheira(o) por trás.
E os exemplos estão aí:
Cristina Junqueira (Nubank) mostrou que a engenharia pode transformar o sistema financeiro.
Rony Meisler (Reserva) revolucionou o varejo com propósito e impacto social.
Frederico Trajano (Magalu) liderou uma das maiores transformações digitais do país.
Guilherme Benchimol (XP) mudou a forma como o Brasil investe.
Todos engenheiros. Todos pensadores sistêmicos. Todos criadores de pontes entre o técnico e o humano.
E é aí que eu entro nessa conversa. Sou Daiana Tek, Engenheira, Cientista Social e CEO do ATEK Group. Nos últimos quatro anos, transformei o mercado de recrutamento, DHO e mentorias corporativas, aplicando o olhar sistêmico da engenharia à gestão de pessoas e à cultura organizacional. Criei métodos próprios, como o REDIM, que une razão, emoção e estratégia — porque acredito que engenharia também é sobre gente. Sobre projetar sistemas humanos sustentáveis. Sobre desenhar futuros possíveis.

O déficit de engenheiras(os) no Brasil é só o sintoma de algo muito maior: um país que ainda não entendeu que sem ciência, tecnologia e educação, não há futuro. E enquanto tratarmos engenheiras (os) como peças substituíveis — e não como protagonistas do desenvolvimento nacional — continuaremos presos na mesma equação de sempre: falta gente preparada, falta investimento, falta coragem de mudar.

Então eu te pergunto: Será que o Brasil está formando as(os) engenheiras(os) que o século XXI realmente precisa? Ou estamos apenas repetindo fórmulas que já não resolvem mais nada?w

Vamos conversar sobre isso?
Tek abraço, Daiana Tek
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