O Diabo Veste Prada, etarismo e o poder da marca pessoal.
- Daiana Tek

- 23 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Em tempos de spoilers das gravações do segundo filme do Diabo Veste Prada, gosto de recordar as reflexões que tenho sobre o primeiro filme, lançado em 2006. Caso você já tenha visto O Diabo Veste Prada, talvez tenha ficado encantada ou se assustado com a figura imponente de Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep, onde no filme, faz o papel de Editora Chefe de umas das mais importantes revistas de Moda dos Estados Unidos.
Mas hoje quero ir além da estética fashion e dos corredores da Runway, quero falar de algo que se esconde por trás das entrelinhas do filme: o etarismo velado e como a marca pessoal é, muitas vezes, o nosso maior escudo e também a nossa vitrine.
Miranda não pede licença, ela entra, ocupa, comanda, e sim, é julgada por isso. Quantas mulheres em cargos altos você conhece, que foram reduzidas a "difíceis", "controladoras" ou "exigentes" quando, na verdade, estavam apenas sendo... líderes? O recorte etário aparece sutilmente no filme e, infelizmente, escancaradamente no mercado de trabalho. O contraditório? Ninguém ousa questionar a competência da Miranda, porque a marca pessoal dela grita antes mesmo dela abrir a boca.

Trago esse paralelo porque tenho visto muitas profissionais incríveis diminuírem sua presença por medo de parecerem "intensas demais", principalmente as que são 40+. E aqui vai um recado de CEO para CEO (porque sim, toda mulher que decide liderar sua própria narrativa é CEO de si mesma): ou você constrói a sua marca pessoal com estratégia, ou o mundo vai te empacotar num estereótipo qualquer e vender como verdade. Etarismo não se vence só com currículo, mas com posicionamento.

E o que é esse tal posicionamento, afinal? Não é só postar no LinkedIn de vez em quando ou dizer que é especialista em algo. É sobre ter clareza de quem você é, qual valor entrega e como deseja ser percebida, com autenticidade e consistência. Quando uma mulher 40+ decide se posicionar, ela desafia um sistema que insiste em associar juventude à inovação e experiência à “obsolescência”. Isso é etarismo disfarçado de tendência e a única maneira de quebrar esse ciclo é ocupar os espaços com autoridade, e não com licença.
Marca pessoal é sua assinatura no mundo e precisa ser forte o bastante para que ninguém a apague ou reescreva por você.
A grande virada de chave é entender que, ao construir uma marca pessoal sólida, você não está apenas se auto promovendo. Está abrindo caminho para outras mulheres fazerem o mesmo. Está dizendo, com ações e presença: “eu cheguei até aqui e tenho muito a contribuir — não apesar da minha idade, mas também por causa dela.” Isso é narrativa estratégica. Isso é liderança real. E, honestamente? Isso é o que o mercado precisa urgentemente enxergar como diferencial e não como “fase”.
É justamente nesse contexto que o método REDIM entra como um mapa confiável para mulheres que desejam construir, ou fortalecer uma marca pessoal com intenção e potência. REDIM não é mais uma fórmula da moda, é uma bússola prática para quem quer liderar com clareza, alta performance e propósito em um mundo onde o tempo todo tentam te rotular por idade, gênero ou estilo.
Então lembre-se, quando você desenvolve relacionamento com inteligência emocional, traça uma estratégia que tem a ver com quem você é de verdade, aplica disciplina para sustentar sua presença no mercado, exercita a inovação como forma de se manter relevante e se abre para a mentoria como troca e legado, você não só constrói uma marca pessoal forte. Você redefine o jogo!O Método REDIM é sobre protagonismo real, aquele que não depende de aprovação externa, mas sim de autoconhecimento, posicionamento e ação.
Se você ainda está se perguntando se vale a pena investir tempo, energia e intenção para construir sua marca pessoal depois dos 40, eu te digo com toda a convicção de quem já viu isso transformar carreiras: não só vale, como é essencial. Porque a marca pessoal não é só sobre onde você quer chegar, é sobre garantir que você seja reconhecida, respeitada e lembrada no caminho.

Caso no caminho alguém te chamar de "Miranda Priestly", sorria, pois talvez seja o maior elogio que você vai receber. Afinal, construir uma marca pessoal forte é ter coragem de ser lembrada por quem você é, mesmo quando tentam te apagar. E se você precisa de ajuda nessa jornada, me chame e vamos conversar! Online ou presencial, sempre com muita estratégia na bolsa!

Tek abraço, Daiana Tek
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